Alimentos orgânicos: seu corpo agradece

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Alimentos orgânicos: seu corpo agradece

Em uma época onde a qualidade de vida é almejada pela maioria das pessoas, os cuidados com a saúde são cada vez maiores. Manter o corpo saudável e em harmonia com a mente é uma preocupação latente na sociedade atual. E a base de nossa saúde está na alimentação, pois uma dieta rica em verduras, legumes e frutas é quase uma garantia de uma boa qualidade de vida. Porém, ao mesmo tempo em que a busca por este tipo de alimento aumenta, com ela também aumenta a preocupação com sua procedência. Com a utilização de agrotóxicos na produção de grande parte dos alimentos naturais ofertados no mercado, a busca por uma alternativa já é uma tendência. Os alimentos orgânicos, cultivados de maneira natural, sem fertilizantes químicos ou agrotóxicos podem ser uma boa opção.

Eles provêm de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantém a vida do solo intacta. Entre as técnicas utilizadas para se obter o produto orgânico estão o emprego de compostagem, da adubação verde, o manejo orgânico do solo e da diversidade de culturas, que garantem a mais alta qualidade biológica dos alimentos.

Ao contrário dos produtos da agricultura convencional, que aplica altas doses de inseticidas, fungicidas, herbicidas e adubos químicos altamente solúveis, a qualidade do produto orgânico pode ser verificada inclusive no sabor. Os agroquímicos fazem com que o alimento tenha baixo valor nutricional e sua toxicidade pode ser a causa de muitas doenças que afetam o homem, além de contaminarem o ambiente.

Os alimentos orgânicos dizem respeito à qualidade do processamento do alimento, incluindo a qualidade do solo onde ele é plantado. São alimentos obtidos de maneira simples, pela ação da própria natureza. A grande vantagem dos alimentos orgânicos está no fato de serem mais enriquecidos de nutrientes, uma vez que a terra utilizada no seu cultivo é fértil e natural, não existindo nenhuma interferência de substâncias químicas no processo. São alimentos vivos, com mais massa alimentar, ou seja, com mais nutrientes em sua composição. O nome orgânico é explicado justamente por essa ideia: eles interagem e são muito melhor absorvidos pelo nosso organismo.

 

Muito mais do que alimentos sem agrotóxicos

A filosofia orgânica vai muito além de os alimentos serem apenas produtos sem agrotóxicos. Ela tem origem no resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc). Seu objetivo é buscar a conservação do meio ambiente mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

Resumidamente a agricultura orgânica é baseadas em três idéias:

  • Cultivo natural: o processo de produção proíbe o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes.
  • Equilíbrio ecológico: a produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo, fazendo seu processo mais sustentável, não degradando a biodiversidade.
  • Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

Para o cultivo de um alimento verdadeiramente orgânico são administrados conhecimentos de diversas ciências, como agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras. Sendo assim, através de um trabalho harmonizado com a natureza, o agricultor tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas sua saúde, mas também do planeta em que vivemos.

 

Diversificação

O modelo orgânico não se limita ao cultivo de verduras, legumes e frutas, podendo ser também adaptado a carnes e laticínios. Neste caso a diferença está na maneira como se cria o animal (rações adequadas e mais naturais, tratamentos a base de homeopatia, não confinamentos etc). Sendo assim o cardápio diário pode (e deve) ser totalmente orgânico. Entre os inúmeros benefícios da alimentação orgânica está o processo de purificação do organismo que ela proporciona. Ela promove a melhora de problemas hepáticos e gastrointestinais, os mais comuns gerados pelas químicas e outras substâncias artificiais contidas nos alimentos normais.

Em países da Europa, principalmente, os males para a saúde causados pela artificialização da alimentação já são motivos de protestos e mudanças de atitudes. Na Alemanha é definido por lei que todo produto industrializado para a criança deve ser 100% orgânico. Na Inglaterra, 70% da população já procura e consome alimentos orgânicos. No Brasil, a produção de orgânicos, que começou com cooperativas de consumidores em 1978, está crescendo e hoje já é possível encontrar esses alimentos naturais em alguns supermercados e feiras.

Embora ainda custem mais caro que os alimentos normais, a tendência é que o preço dos orgânicos reduza, uma vez que a produção e o consumo assistem a um aumento progressivo. O consumidor está cada vez mais consciente da importância de exigir a qualidade do alimento que ingere. A agropecuária orgânica vem justamente para atender essa necessidade, promovendo a possibilidade de o homem voltar a usufruir da natureza na produção de alimentos.

 

Como garantir a qualidade?

Visualmente não é fácil identificar os orgânicos, já que geralmente são menores e menos atrativos que alguns alimentos encontrados em feiras e supermercados. Para garantir a qualidade do seu alimento orgânico e não levar gato por lebre fique de olho nos selos de certificação. Eles são assinados por associações de agricultores orgânicos que inspecionam as etapas da produção e a qualidade dos alimentos com muito rigor. Com isso o consumidor sabe se um determinado alimento é ou não orgânico.

Além de assegurar ao consumidor um alimento isento de contaminação química, o selo de certificação garante que o produto é resultado de uma agricultura capaz de preservar o ambiente natural, a qualidade nutricional e biológica dos alimentos e a qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades. A certificação torna a produção orgânica tecnicamente mais eficiente na medida em que exige planejamento e documentação criteriosos por parte do produtor. Outra vantagem é a promoção e a divulgação dos princípios norteadores da agricultura orgânica na sociedade, colaborando, assim, para o crescimento do interesse pelo consumo de alimentos orgânicos.

Os principais selos de certificação de alimentos orgânicos são fornecidos pela Associação dos Agricultores Orgânicos (AAO), Associação dos Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (Abio), Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (Anc), Coolmeia Cooperativa Ecológica, Instituto Biodinâmico (IBd) e Fundação Mokiti Okada (Moa).

 

Fontes:
www.planetaorganico.com.br
www.sabornatural.com.br

 

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Matéria publicada na Revista Classic Life – Edição nº 14

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